Crepúsculo

Juro que não vou dizer mais nada sobre este livro.

Veja o trailer.

Caso queriam baixar os livros em PDF achei nesse site:

Crepúsculo

Lua Nova

Eclipse (ainda não lançado no Brasil)

(UPDATE)

Ficou faltando o link para o último livro.

Breaking Down (também ainda não lançado no Brasil)

Livros

Às vezes me pergunto como surgiu essa minha paixão por livros, e sinceramente eu não sei a resposta exata.

Lembro que minha mãe comprava muitos gibis para mim quando eu era criança, cansei de ler a Turma da Mônica, Tio Patinhas entre todos os outros que surgiam na minha casa. Agradeço muito a ela por isso, acabou me viciando em algo saudável.

Ao contrário da maioria das meninas, quando tinha 16 anos, eu não estava pirando por causa de bandinhas de rock, tá, só pelos Hansons, mas em geral não dedicava muito do meu tempo para isto.
Sempre preferi passar os intervalos na época da escola lendo algum livro, que certamente não interessava a maioria das minhas amigas na época. Lembro até hoje o choque que foi o dia em que cheguei com o volume completo do Senhor dos Anéis, a maioria me chamou de maluca e tudo mais, mas nem ligava, o livro era tão bom que valia a pena escutar alguns comentários bestas para poder ler um pouquinho mais por dia.

Só que a paixão surgiu depois que estava mais grandinha, hum …quando passei a trabalhar e passar horas dentro de um trem/metrô lotado e claro, quando passei a ganhar o dinheiro que me permitia sustentar meu vício. (sei que soa meio pesado falar assim do meu hábito de ler, mas …)

Hoje em dia não me contento em apenas pegar um livro emprestado, tenho prazer em comprar livros, ter a certeza de que são meus e que um dia poderei passar para meus filhos lerem, caso eles queiram neh? Mas não faço deste prazer em comprar algo sem controle, normalmente fico um ou dois meses sem comprar nada, afinal, ainda não estou podre de rica, então busco os que soam mais interessantes e compro, e sinceramente acho que tenho sorte em minhas escolhas, até hoje só me arrependi de ter comprado um livro: “Falcão, meninos do tráfico”.

Em geral me apaixono pelo enredo durante o decorrer da leitura, mas em alguns casos isto acontece logo nas primeiras páginas, foi o que aconteceu com “A menina que roubava livros” e agora está acontecendo com o “Crepúsculo”, acabo me envolvendo tanto na história que muitas vezes não consigo parar de ler, culpa de alguns autores, que tem o dom especial de fazer com que você se sinta envolvido em todos os fatos que acontecem, como se você participasse do livro. Usei a palavra “dom” por acreditar mesmo que para escrever um bom livro fazendo com que o leitor faça parte dele, a pessoa tenha que ter isto. E é este fator que faz, muitas vezes, com que eu me apaixone mais pela forma com o que o autor escreve do que pela própria história, brinco que no caso da Marian Keyes (autora de Melancia, Férias! E muitos outros) seria capaz de ler qualquer coisa escrita por ela, até mesmo se fosse um livro falando sobre geografia!

Sei que cultivo um dos melhores vícios possíveis, a leitura acabou virando uma válvula de escape em minha vida, como costumo dizer, meus pais não me deixaram ter fase de rebeldia típica da adolescência, então, acabava me refugiando nos livros para esquecer meus dramas da idade. Mas uma consciência eu mantive, a leitura é sim uma válvula de escape, mas nunca fujo de um problema me enterrando em histórias de fantasia com personagens de contos de fadas sem querer nunca mais sair de lá, dou uma passada no mundo encantado só para me distrair um pouco e ter forças para voltar à vida real inteirinha novamente.

Fanatismo bobo

Esta semana estou dedicando meu tempo livre para ler o livro Crepúsculo de Stephenie Meyer - Publicado pela Editora Intrínseca. O que me motivou a comprar este livro foi uma matéria na revista Veja, se não me engano da semana passada, veja a matéria também.

Tá, basicamente a história é baseada em um romance entre uma garota e um garoto … a primeira vista parece banal certo? Sim! Mas somente parece, afinal o garotinho, que não é mais tão garotinho assim, é um vampiro. Leia a sinopse e até o primeiro capítulo se preferir no site da Editora Intrínseca. Afinal ainda não terminei de ler então meu post para falar sobre  livro em si virá depois.

Voltando ao tema do post, ontem eu fui buscar na internet maiores informações sobre a autora, sobre os personagens e tudo mais, foi quando me deparei com muitos sites onde declarações de amor são feitas ao vampirinho Edward, ou até mesmo ao ator Robert Pattinson que o interpreta, sim, este livro já virou filme, e deve estrear em meados de Dezembro por aqui. Primeiramente, deixando bem claro, novamente, que, minha opinião aqui não é direcionada a ninguém especificamente e não tenho o interesse de ofender as pessoas que curtem qualquer tipo de fanatismo ok? O que acho meio ridículo é a tietagem em cima de um personagem fictício. Achei alguns blogs onde as menininhas se dizem apaixonadas pelo vampirinho, e meus, sei lá, não entra na minha cabeça imaginar algumas crianças adolescente se apaixonando por um personagem que sequer existe. Muitas podem dizer que ele é uma “pessoa” perfeita … claro que é, ele é um personagem! Fato que ele é o sonho de qualquer garota, tirando o detalhe de ele ser um bebedor de sangue, a descrição que a autora faz de como são os vampiros é capaz de deixar qualquer pessoa sem fôlego ao imaginar uma pessoa assim.

Dá uma olhada na primeira descrição que ela faz deles:

…Mas os narizes, todos os seus traços, eram retos, perfeitos, angulosos.
Mas não era por nada disso que eu não conseguia desgrudar os olhos deles.
Fiquei olhando porque seus rostos, tão diferentes, tão parecidos, eram completa, arrasadora e inumanamente lindos. Eram rostos que não se esperava ver a não ser talvez nas páginas reluzentes de uma revista de moda. Ou pintados por um antigo mestre como a face de um anjo. Era difícil decidir quem era o mais bonito …

 
Edward acabou virando o sonho de consumo de muita menina por ai, e nada mais fácil do que associar o personagem ao ator que o interpreta, e ai fica a pergunta: “Se o livro ainda não tivesse virado filme, será que teria tanta gente desesperadamente louca pelo Edward?”.

Eu acho que não.

O ator que interpreta o pequeno sugador já era conhecido, pelo menos por mim, de longa data, para quem não lembra, ele fez o personagem de Cedrico Diggory no filme Harry Potter e o Cálice de Fogo, lembrou agora? Ele era um dos dois bonitões, fora o Harry Potter, que participaram do Torneio Tribruxo. Pena que ele morreu no final do torneio.

Outra pergunta que passa pela minha cabeça é: “Será que existem muitas fãs do Edward só pq ele é interpretado pelo Robert Pattinson, será que elas se deram ao trabalho de ler o livro antes de dizer para toda Web que o AMA?”

Aiai, acho que estou ficando velha mesmo, antes achava até bonitinho, mas agora parece ser tão besta ficar fissurada em uma coisa que não existe.

Não que eu não esteja me apaixonando (não no sentido amoroso da palavra) pelo livro, na verdade estou cada vez mais encantada com a história, mas certamente nunca vou dizer que estou me apaixonando por um personagem, mas sim pelo livro em geral, pela forma com que a autora e escreve e tudo mais, aliás, a narrativa deste livro é feita pela Bella (A mocinha), e como sabem, prefiro livros deste tipo, a leitura acaba fluindo mais fácil.

Deixando o fanatismo por personagens inexistentes, fruto a imaginação da autora, de lado, vou colocar abaixo um pequeno trecho de um dos últimos capítulos que acabei de ler:

De três coisas eu estava convicta.

Primeira, Edward era um vampiro.
Segunda, havia uma parte dele - e eu não sabia que poder essa parte teria - que tinha sede do meu sangue.
E terceira, eu estava incondicional e irrevogavelmente apaixonada por ele.

O poder da palavras

Terminei de ler esta semana o livro “A menina que roubava livros”, não achei que fosse causar o impacto que causou sobre mim. Não sabia nem do que o livro se tratava quando o ganhei, eu pedi mais por interesse no título do que propriamente por ter lido alguma resenha ou visto comentários.

Ele conta a história de uma menina chamada Liesel Memminger que viveu na época da Alemanha nazista, e ao contrario da maioria dos livros que retrata o sofrimento dos judeus perseguidos e dizimados, este, passa a visão de uma alemã que não era judia e mesmo assim odiava o regime nazista. Não que não mostre o sofrimento dos perseguidos, afinal um dos principais personagens é um judeu.

Mostra também um pouco da historia da época, da história de Hitler, do poder que ele alcançou através do poder das palavras que ele soube usar muito bem. Aliás este livro foi capaz de me fazer ir atrás de material que conte um pouco mais sobre a Alemanha nesta época, pois, até então nunca havia me interessado por me aprofundar no assunto, e agora quero ver o outro lado da história, não quero focar no sofrimento dos judeus, mas sim nas estratégias e ideologias de Hitler, de saber como ele chegou onde chegou e de que forma isto tudo aconteceu. E não, não sou uma fã de Hitler, só quero saber como uma única pessoa foi capaz de mudar a cabeça de toda uma nação.

E o fator surpresa deste livro, que faz com que ele seja unico, é o narrador, que nada mais é do que a própria morte, confesso que nunca tinha visto este tipo de abordagem, de inicio soa como algo mórbido, muito pelo contrário, como ela (a morte) mesmo diz, ela parece até simpática com o decorrer da narrativa.

E a frase que peguei deste livro é uma que está na capa:

Quando a morte conta uma história, você não pode deixar de ler.

 

Não pode mesmo. 

As crônicas de Nárnia

Para quem gosta de ficção, conto de fadas, viagens impossiveis, personagens imaginária e magia aconselho “As crônicas de Nárnia - Volume único”, o livro é composto por uma série de crônicas em relação a um mundo fora do nosso, neste mundo exite um país chamado Nárnia com seus reis, feiticeiras e habitantes particularmente narnianos (lendo o livro você entenderá o que quero dizer com isto).

Ao contrário do que a maioria pensa, este não é um livro somente para criancinhas, ao contrário, consegue fazer com que qualquer adulto (que tenha o mínimo de imaginação) acabe envolvido em todas as histórias de Nárnia.

A cada crônica é contado como foi a ida de pessoas do nosso mundo para o mundo de Aslam, o Leão, e a cada vez que essas pessoas chegam a Nárnia uma história diferente acontece, nunca uma história é igual a outra e, claro, como todo bom conto de fadas tudo acaba bem no final.

A forma como C. S. Lewis narra estas crônicas é maravilhosa e envolvente, faz com que a curiosidade para saber tudo o que acontecerá esteja presente a cada página lida.

E como eu adoro frases que marcam as histórias que eu leio, neste livro não poderia ser diferente, a frase é dita por Aslan em vários momentos no livro e no filme ela também é mencionada:

Nada acontece duas vezes da mesma forma.

Sei que parece meio boba e sem sentido, mas se você já assistiu os dois filmes lançados ou já leu o livro entende bem o que o Leão quer dizer com isto.

O livro é grandinho, o tamanho asusta, mas compensa, e que tal ocupar um pouco de seu tempo ocioso para dar uma lidinha? Desligue a TV e vá ler “As crônicas de Nárnia” rsrs.

Somente para mulheres

Uma outra paixão que tenho é a leitura, sempre que possível (quando não tenho nada para estudar) tenho um livro comigo, afinal de contas ninguém merece ir escutando as histórias que as pessoas contam no metrô!

Descobri, meio que sem querer, a escritora Marian Keyes (autora de todos os livros ai da figura), comecei a me interessar pela biografia dela e tudo mais, até que resolvi comprar um de seus livros, para ver se gostaria … e …

Simplesmente me apaixonei pela forma como ela escreve, e principalmente pela qualidade na forma como os fatos acontecem, depois de comprar o primeiro não consegui mais parar, acabei comprando toda a coleção. Como diz o título do post, são histórias para mulherzinha, super divertidas, contando histórias de mulherzinhas, envolvendo acontecimentos ora engraçados, ora dramáticos, dependendo do momento da narração. Três dos livros contam histórias de irmãs da família Walsh (Melancia, Féria e Los Angeles), e os outros três (Sushi, Casório e É Agora ou Nunca) são histórias de três mulheres diferentes sem nenhuma ligação entre elas, nem com as da família Walsh.

Não consigo dizer de qual deles eu mais tenha gostado, mas consigo dizer um que eu menos gostei, o Férias … enquanto os outros conseguem te prender do início ao fim, este já não, ele é um pouco massante ao contar a história da toxicômana Rachel Walsh.

O que eu mais gosto destes livros é uma sensação, que até hoje, somente esta autora conseguiu causar em mim, não sei como, nem porque, no meio do livro ela consegue passar a impressão que o texto vai acabar alí, naquele momento, tanto que umas duas ou três vezes, até eu me acostumar com o rítmo dela, me peguei folheando o final do livro para ter certeza de que ainda havia alguma história por lá para ser lida.

Enfim, são livros que eu aconselho.