Hã?

Tá, todos dizem que é super normal, mas será que é mesmo?

Eu tenho 21 anos, ele tem 18, é, não to doida não, é 18 mesmo, ele mentiu quando disse que tinha 19. A diferença é pouca, mas meus, quando eu tava entrando na faculdade ele ainda corria na rua atrás de pipa!

Ainda é estranho estar no meio da família dele com todos sabendo que temos esta diferença de idade,fico com medo do que podem pensar, sei lá, na verdade acho que é um medo infundado, afinal, na casa dele todos me tratam super bem, me sinto até a vontade agora!

Penso as vezes que este preconceito está mais na nossa cabeça do que na dos outros. Ele vive perguntando se meus pais já sabem que ele tem essa idade, se minhas amigas sabem também, a verdade é que sim, sabem, e não ligam. 

Ainda não estamos namorando, estamos “curtindo”, mas já frequento a cada dele como “namorada” e vou passar o natal e o ano novo juntinho dele. O natal pq meus pais resolveram prolongar uma viagem que começou sexta passada e que deveria acabar amanhã, até dia 01/01/2009, e o ano novo pq já iria para a praia com ele e com a galerinha gente boa que conhecemos.

Enfim, ando meio perturbada estes dias, confusa, mas além de tudo apaixonada.

The End

Tudo que se inicia um dia tem um fim, nem sempre esse final acontece quando queremos, mas afinal, quem disse que nessa vida tudo é justo ou acontece da forma como queremos?

O problema, no meu caso, é a dor que esse final causa. Eu diria que é uma dor praticamente física, que parece que nunca vai acabar, um buraco, um vazio no peito que faz com que eu me sinta apavorada, com aquela sensação de que nada mais vai dar certo na minha vida.

E o motivo de eu estar escrevendo tudo isso é o fato de meu namoro de 2 anos ter acabado semana passada. Acabou de uma forma amena, com os dois concordando que isto seria o melhor, mas quem disse, também, que só pq foi amigável não seria extremamente difícil. Às vezes penso que a dor de uma separação deve parecer com a de desintoxicação, é como se tudo o que você estivesse “viciado”, como cheiro e toque da pessoa não estivessem mais no lugar que deveria.

Já tinha passado por uma situação parecida antes, quando meu primeiro namoro terminou, mas na primeira vez tudo aconteceu em uma escala maior, acho que por não saber que essa sensação de perda fazia parte, eu me desesperava mais ainda.

Estou começando a viver agora um momento em que faço tudo para esquecer a situação, não lembrar o que aconteceu para não sentir a dor e o sentimento de vazio tão forte como está agora, sei que até eu não sentir mais isto vai demorar um tempo, mas tenho que ir tomando cuidado para esse sentimento desesperador não tomar conta de mim.

Muitos perguntam o que me levou a tomar a decisão de terminar um relacionamento de dois anos, mas prefiro não comentar, afinal, independente do que tenha motivado a separação, os momentos vividos foram muito bem aproveitados pelos dois. Lembrei agora de um texto que eu costumava mandar para o Nei no inicio do namoro, é das Redatoras de Merda, usava este texto para deixar bem claro para ele que, mesmo que não desse certo precisamos viver cada momento e sonhar como seria o futuro, que o importante era sonhar e … viver!

E todos perguntam o que vai acontecer agora, bem … sinceramente não sei, acho que preciso voltar a viver minha vida de uma outra forma, reviver amizades que estavam meio de lado, mas como disse a Stephania, vou chorar tudo que tiver pra chorar e ai …

Cabeça erguida, bola pra frente, caipiroska na mão e samba no pé. Quando voltar ao normal passarei a colocar aqui minhas aventuras de solteira, uma nova fase!

Amizade perdida, ainda bem …

Lembrei ontem de um amigo, se é que posso chamá-lo de amigo, com quem não falo há mais de um ano. Estava tentando lembrar qual o motivo deste distanciamento e, infelizmente eu lembrei. O que me motivou a desistir da amizade de alguns anos foi a forma como ele foi ficando arrogante, e cada vez mais sempre que nos encontrávamos.

Vou começar do começo, nos conhecemos no trem, meio que por acaso por causa do livro que estávamos lendo, aí descobrimos que trabalhávamos no mesmo bairro e a amizade começou, tudo ia bem até ai. Depois de um tempo de amizade acabamos perdendo o contato por cerca de um ano, e quando voltamos a conversar a coisa só descambou, não durou mais do que quatro meses, neste tempo até ficamos algumas vezes, mas a cada encontro a coisa ficava pior.

Ele, infelizmente, passou a se achar superior ao resto do mundo, logo, a mim também, e não existe nada que me irrite mais do que uma pessoa que fique se gabando para me deixar pra baixo, na época eu ganhava cerca de R$ 500,00 de salário em um estágio que fazia, e, claro, ele fazia questão de deixar bem claro que ganhava três vezes mais do que eu e o blá, blá, blá de sempre. E em relação a outras pessoas ele se julgava intelectualmente superior a todas, se gabava por ler Dostoievski, Rousseau, Nietzsche e o caral#o a quatro. Meus, apesar de saber quem foram eu nunca, jamais, me interessei por este tipo de leitura, e ele me julgava infantil por gostar somente de livros de ficção.

Esse ar de superioridade dele foi me irritando, mas ainda conseguia levar, com paciência, afinal, éramos amigos já há alguns anos, e eu meio que tinha me acostumado com o jeito metido a sabichão dele. Mas (sempre tem um “mas” né?), a gota d’água foi um dia em que estávamos de boa, ficando, e ele disse para mim o seguinte:

Nós somos muito diferentes, nunca vai dar certo, você jamais vai conseguir me acompanhar.

Minha reação foi simplesmente de virar as costas e sair. Não disse uma palavra, simplesmente fui embora. Decidi que não valeria a pena discutir com ele em mais um surto de superioridade.

Depois de muito tempo nos falamos por e-mail, na verdade achei um texto no blog das Redatora de Merda, que parecia muito com a forma com que ele FALAVA, e resolvi enviar “OI Fulano!!!! É longo .. mas lembrei de vc! A forma como o texto foi escrito e tals!”, e sabe qual foi a resposta?

Ou seja, eu sou um eterno descontente. O que não é muito legal, se pensar que sou lembrado por isso ¬¬
Mas de boa, talvez isso não seja tão ruim assim…. hahahahah
Aliás, Oi Ju.
até + bjos.

E foi nesse dia pessoal, que fiz melhor coisa que já poderia ter feito nos quase quatro anos de amizade que tive com ele … Mandei esse arrogantezinho de merda pra putaqueopariu e para casadocaralho com um gosto que jamais tive. E sinceramente nunca fiquei tão feliz em perder uma amizade. Prefiro que ao meu lado estejam somente pessoas que entendam o simples fato de eu NÃO querer ser superior a ninguém, e que para mim basta ser eu mesma!

Bad day

Sim, hoje, para mim, esta sendo um daqueles dias em que eu poderia simplesmente estar deitadinha na minha cama, assistindo “Vale a pena ver de novo” ou quem sabe, na sala brincando com a Bianca e a Lôla, minhas duas cadelinha, hoje não está sendo realmente um bom dia.

Sabe quando o Murphy resolve te pegar pra cristo e fazer todas as leis deles agirem sobre você em um mesmo dia? Entã, hoje é esse dia para mim.

O trem atrasou, meu computador deu pau e eu perdi TODOS os meus preciosos e-mails, o bendito precisou ser formatado, e agora estou aqui com ele faltando metade das coisas necessárias para o seu bom funcionamento, e para zoar o barraco de uma vez, a saída de som não está funcionando.

Em dias como este prefiro ficar de boa no meu cantinho, trabalhando ouvindo uma música, vendo alguns blogs de vez em quando, mas nem isto esta sendo possível.

“SHIT”

E sabem o que é pior do que as leis de Murphy agindo sobre você em dias como este? As pessoas perguntando se você está bem. PQP, será que pelo simples fato de eu estar sempre animada e de bem com a vida não me permite ter um dia cinza? - Aliás, tempinho feio que te feito em SP ultimamente não?” - Será que só pq esses dias de bode, fora da época de TPM, são raros eu não tenho o direto de estar mau humorada e de mau com o meu micro e com o resto do mundo?

Estou vivendo um péssimo dia dessa semana, somente isto, pô … tem como respeitar meu silêncio? Só hoje! Só até às 18h00.

Sim estou surtada!

Mudanças

É, sexta-feira passada decidi que meu atual trabalho já deu o que tinha que dar.

Apesar de adorar o local, as pessoas e tudo mais só posso dizer que: cansei!

De um tempo para cá venho me dedicando a este trabalho mais do que deveria, me dedico tanto que acabei prejudicando outras coisas mais como a faculdade e meus relacionamentos, tanto com meu namorado como com a minha família. Explico, na faculdade me prejudiquei pelo fato de sempre chegar lá já esgotada e exausta, minha faculdade é anual, logo, ou me dou bem esse semestre ou já era, o risco de DP é eminete, com meu namorado pejudica pq como já saio daqui estressadinha acabo sempre desabafando e jogando um monte de problemas em cima dele, e com a família é simples, no final de semana estou tão esgotada que simplesmente durmo, não fico com eles quase, nem almoçar juntos conseguimos.

O trabalho é de mais, a responsabilidade também, a correria é muita e blá blá blá, você que não me conhece pode estar achando que sou fraca e tudo mais, que não aguento as pressões e etc. mas a verdade é que estou de saco cheio. Estou cheia de ter muitos chefes, onde cada um pensa de uma forma diferente, de trabalhar em um setor onde eu tenho que criar todos os procedimentos, emfin, cansei de tomar na cabeça sempre e de todas as formas existentes.

Estou em busca de paz na minha vida, não estou fugindo da responsabilidade, só que eu quero alguém que esteja lá me ensinando alguma coisa sempre que possivel, cansei de SER o departamento, agora que fazer PARTE de um. Acho que preciso mais aprender quais tarefas devo fazer, do que ir no escuro, simplesmente, executando e cumprindo ordens as quais eu não faço idéia qual a finalidade. Quero que, preferencialmente, alguém me ensine e me explique o motivo daquilo ser feito assim, e de aquilo outro ser feito de outro jeito, cansei de aprender com meus erros, que aliás estão sendo muitos, não tenho alguém por trás que no momento de dúvida e incerteza chegue em mim e diga: “Calma, já passei por isso e sei como resolver”, o que escuto está mais para: “Como assim? Isto aconteceu? Você vai ter que dar um jeito de resolver”.

Cansei de ser cobrada e me matar para fazer o que foi solicitado no tempo certo, na hora certa, e cansei de cobrar e não ser atendida, cansei de reclamar que o volume de trabalho está de mais para uma pessoa só e não ter nenhuma resposta positiva como retorno.

Então, simplesmente, resolvi partir para outra, ou melhor, outro (emprego), ainda não sai daqui, na verdade pretendo comunicar meu chefe da decisão hoje, estou tensa com isso, meu estômago dói e por incrivel que pareça estou sem fome, estou visivelmente anciosa, “Pq tudo isso já que eu estou decidida que quero sair?” Simples, gosto muito de todos, inclusive deles, sei que é estranho, mas levando em cosideração que eles são apenas alguns poucos anos mais velhos que eu, deu para estabelecer uma certa amizade.

É estranho isso, apesar de gostar muito acho que perdi todo o tesão e o prazer de estar aqui, está sendo cada vez mais difícil levatar e vir para cá.  E como odeio reclamar sem tomar nenhuma atitude, resolvi dar esse passo logo na minha vida.

 

[UPDATE]

Então, voltando para contar qual o desfecho da conversa com o chefe, ou melhor, com os chefes, depois de dizer que queria sair pq estava cansada e tudo mais ele fizeram a seguinte proposta: “Tirar 15 dias de férias e quando voltar dar uma resposta definitiva sobre querer sair ou não”.

Aceitei a proposta e a partir da próxima segunda-feira estarei, enfim, de férias!!!!!!! E quando voltar, caso decida ficar,  terei um estagiário para me ajudar … uhulllllll!!

E foi isso!

Pq sou como sou?

As vezes parece estranho, para quem acaba de me conhecer, a forma como costumo levar minhas amizades.

Há dias em que sou a melhor amiga do mundo, mas também há o contra ponto de existirem dias que pareço não estar nem ai para a pessoa.

Os meus amigos antigos perceberam como é meu “funcionamento”, mas para os que estão chegando agora, até se acostumarem, acabam trocando algumas farpas comigo.

Para os meus amigos recentes tenho que dizer o seguinte: não sou uma amiga desleixada que esquece de quem gosta, se eu já te chamo de amigo pode ter certeza que é pq já sinto que você tem um lugar especial na minha vida. Apesar de ser grosseira algumas vezes, desbocada em outra, mandar tomar no c# só de brincadeira pode acreditar, te considero meu amigo.

O meu problema é o fato de gralmente manter minhas amizades de formas não convencionais, por exemplo, a Jujuzão, de quem já falei aqui no blog, somos amigas a mais de 4 anos, e destes 4 anos, convivemos juntas apenas no primeiro ano e nos reencontramos este ano, logo, passei dois anos quase sem vê-la, mas mesmo por esse motivo, quem disse que eu deixei de ser amiga dela? ou que eu a esqueci? Muito pelo contrário, nos falávamos apenas uma vez por mês e olhe lá, mas meu carinho por ela, e o dela por mim permaneceu. Estou dizendo tudo isso para mostrar que quando fico uma semana sem falar com alguém, não é pq estou brava, com raiva e etc (salvo em semanas de TPM), é pq este é meu jeito de ser, no início parece estranho aceitar que uma amigona sua que te considera fique sem falar com você por um mês, mas para mim é super normal, e para quem se relaciona comigo também.

Só queria que não fizessem uma idéia errada de mim em relação a amizades, sou meio fria mesmo em alguns momentos, e em outros sou super calorosa, só não pensem que não gosto de vocês por isso, as vezes preciso de um momento de privacidade, um momento de não querer falar simplesmemte por não querer falar, sem ter que dar explicações e tudo mais, posso parcer uma “po##a loka” as vezes, mas acredite em mim, tenho meus momentos “séria” as vezes, principalmente durante meu trabalho, não é sempre que posso ou que quero responder alguns e-mails, ou pq tenho um dos meus 4 chefes do meu lado, ou pq já passei metade do dia na fila do banco e estou de saco cheio, enfim, simplesmente não quero.

Então peço que por favor me entendam … sou uma mulher de fases e vivo em uma Eterna TPM!

Momento Loira de TPM

Tudo o que mais queria era sentar num cantinho escuro, e chorar, e chorar e chorar até esquecer quem sou.

 

Coitadinha da Loira essa semana!!

Férias

Acho que estou precisando de férias …

Não do trabalho … nem da faculdade (que aliás ainda estou), estou precisando tirar férias de mim mesma.

Cansei de ser mulher, cansei de ser filha, namorada, amiga, parente, colega … enfim cansei de mim.

Acho que eu devia aproveitar momentos como este para dar uma repaginada em mim, mas de que ia adiantar? o fato de mudar roupas ou cabelo, jeito de andar ou de sentar não vai mudar o que sou por dentro.

Estou sempre buscando algo que não sei o que é ou o que deveria ser, me sinto meio perdida nesse monte de gente, carro, poluição …

Queria dar um tempo de mim mesma, tirar umas férias da minha vida, do que sou e do que quero ser, queria poder me preocupar com outras coisa, ter outras prioridades e depois que estivesse bem descansada voltaria tudo ao normal. Poderiamos ser como os ursos aliás, dormir uma temporada toda e acordar como se nada de errado estivesse acontecendo comigo.

E sim … estou de TPM.

Ferida que não fecha

A ferida a qual estou me referindo é a que fica na alma (tah, sei que ficou mto meloso, mas fazer o q??).

Já faz um pouco mais de dois anos que meu ex-namorado terminou comigo, me deu uma bica daquelas fenomenais, do tipo que até hoje não sei por qual motivo razão ou circunstância aconteceu, me pegou desprevinida e fez um arrastão na minha vida (todo aquele melodrama feminino clássico sabe?). Fiquei mals por mais de um mês, perdi não sei quantos quilos, me fechei para o mundo, o blá blá blá de sempre, mas acabei melhorando e superando, superei tão bem que arrumei outro namorado uns 6 meses pós-bica.

Depois de passado um ano do acontecido, por pirraça do destino, o “fofo” acabou caindo na minha sala na faculdade, e o que que eu fiz?, surtei … na verdade quase surtei, pois desde o trágico dia nunca mais tinha sequer olhado na cara dele, e de repente passo a ser obrigada a olhar para ele todo santo dia … mas vamos ao que interessa …

Depois de quase um ano convivendo juntos acabei indo conversar com ele, puxei papo, conversamos sobre amigos em comum, trabalho, família, cachorro (no meu caso), gata (no caso dele), e eu na minha doentia cabeça acabei achando que tudo tinha voltado ao normal que seriamos amigos dali pra frente sem nenhuma mágoa ou mal entendido.

Ai que eu estava enganada, na verdade nem tanto, estavamos nos dando bem, eu na minha, ele na dele, nos encontrávamos no msn, orkut e tudo mais, até que quarta-feira passada, quando eu descobri que o ser vai vir aqui em casa, na MINHA casa, a pedido do meu pai, para arrumar nosso computador!!!!!!!!!! (ele é bom nisso). Depois de saber a fatídica notícia minha concepção da nossa relação amigável foi para o espaço, afinal: QUE direito ele tem de vir até minha casa, tudo bem que meu pai chamou, mas QUE direito ele tem de aceitar o convite, são dois cabeçudos que não fizeram a mínima questão de perguntar minha opinião … CLARO que eu não iria querer que ele viesse, prefiria mil vezes gastar meio tanque da gasolina do Zé atravessando a cidade para jogar o computador lá na casa dele e depois pegar, do que saber que ele vem até minha casa.

Não sei com quem estou mais brava, com meu pai por não dar a mínima pelo que ocorreu no passado, ou com o “fofo” afinal descobri o quanto eu ainda estou magoada com ele pela forma como nosso namoro terminou.

Amanhã não vou estar aqui no horário que ele vier, afinal minha mãe (que tem tanta raiva quanto) e eu arranjamos um passei de mãe e filha para fazer bem no horário. Mas ainda assim estou mutio P.U.T.A por ele aparecer aqui em casa.

Ahhhhhhhhhhh … ser mulher é tão complicado … que saco!!

Eu x Engenharia

A coisa mais doida que fiz em minha vida, sem nenhuma sombra de dúvida, foi começar a namorar um garoto que cursa Engenharia Elétrica.

Começamos a namorar em Out. de 2006 quando ele ainda estava no primeiro ano, no inicio tudo foi muito fácil, afinal de contas não havia paranóia da minha parte e ele ainda não tinha a bendita matéria de “cálculo diferencial integral 2″. Na verdade a paranóia até existia, mas é incrível como conseguimos relevar coisas para impressionar neh?

Pois é, o tempo passou, já estamos com um ano e oito meses de namoro e minha disputa com a Engenharia, para ver quem consegue um tempinho a mais de atenção dele, só fez aumentar. Durante o primeiro ano todo (todinho, todinho mesmo … incluindo nas férias) o stress rolava sempre quando eu fazia a seguinte pergunta:

- E ai gato, o que vamos fazer este final de semana?

 Eu já sabi a resposta no momento em que terminava a frase pela reação dele:

a) se ele abrisse um sorriso - Eba!! o finds prometia, totalmente dedicado à pobre namorada carente.

 b) se ele fazia uma cara de culpado - P.Q.P!! um finds todinho sem sentir nem o cheiro do menino.

Por mais que eu soubesse que ele realmente precisava estudar e tudo mais, eu acabava me sentindo rejeitada, realmente trocada pela Engenharia, e isso foi desgastando nosso relacionamento. Com o tempo acabei chegando a um ponto onde eu só poderia escolher entre me conformar com a situação ou de terminar de vez a relação, e ai passei a pesar um monte de coisas, e resolvi que o melhor seria eu conformar. Afinal de contas eu amava o garoto (ainda amo, aliás).

Então, quando eu achei que tudo seria bom, ele vai para o (tão temido) terceiro ano, e com a mudança de ano, mudança de matérias, e para acabar de vez com o meu equilíbrio vem a tão temida mátéria chamada  ”eletromagnetismo”, mas ela não vem sozinha não ( claro que não! ), algumas amiguinhas, tão complexas quanto, vem juntas, como “resistencia dos materiais” e um monte de outras que eu não faço idéia do que sejam ou para que servem!!!!

Sei que a preferência é sempre minha (exceto em épocas de prova), assim como sei que ele adora fazer Engenharia, vivemos todos os três em um conflito que acabará somente quando ele terminar o 6º ano  … pois é, são SEIS anos de curso =/, são momentos como este que eu lembro do quanto eu adoro fazer Comércio Exterior, curso de quatro anos somente.

No final de tudo tento pensar que Ela nada mais é do que um mal necessário, como?, simples, Ela vai nos ajudar a conquistar tudo o que queremos no futuro, sabe, tudo aquilo que um casal sonha (casamente, casa, cachorro).