Descobri que gostava de música eletrônica de verdade quando tinha uns 17 anos, comecei a namorar um carinha que era clubber na época, ele ao andava colorido nem nada, pelo menos comigo não, só quando saia com os amigos mais chegados que curtiam o movimento também.
Mas, namorado a parte, acabei descobrindo algumas preferências no meio de tanta variedade de sons, misturas e blá blá blá! Desde o início me apaixonei pelo Drum`n`bass e pelas suas variações, o Soft e o Hard Drum, pelo Techno e claro pelo Hard Tehno.
Para alguns posso estar falando grego, e outros devem estar me achando maluca por conseguir distinguir um estilo do outro. Sei que muitos acham que é tudo igual, que as batidas são sempre as mesmas e que Drum é Drum e não existe nenhuma variação, e que é tudo muito repetitivo e chato. E sinceramente respeito isto, afinal, não gosto de algumas vertentes da música eletrônica, como o Psy por exemplo, acho extremamente chato, irritante e cansativo, se for escutado por muito tempo, um pouquinho eu não me incomodo.
Depois que meu antigo namoro terminou fiquei meio afastada desse tipo de música por me fazer lembrar dele e tudo mais, mas um dia, acho que em Fevereiro deste ano entrou aqui no escritório a Kah, uma porrinha loka que adora psy, tem malabares, e claro adora uma rave.
Conversando com ela uma vez lembrei de muita coisa do passado, e entre estas coisas, a sensação que eu tinha ao ouvir uma música que eu realmente era apaixonada, por exemplo Champion Sound remixada pelo Dj Marky, foi ai que percebi que a minha paixão não era só pela música, mas sim pelo bem que me causava.
Pareço uma louca falando agora, sei disso, mas só quem curte música eletrônica, independente do estilo, sabe qual a sensação de estar no meio de uma galera, ouvindo seu Dj favorito arregaçando e fazendo jus ao puta preço que você pagou no ingresso para o evento, de preferência de olhos fechados, dançando e curtindo a vibe, enfim, é como se nada mais no resto do mundo importasse, a não ser o seu bem estar e a música que parece estar dentro de você (sem duplo sentido, fazendo favor).
Juro que nunca tomei nada ilícito participando destes eventos, nunca sofri nenhum tipo de alucinação, quem me conhece sabe o quanto eu sou contra as drogas, e como costumo dizer, pra que drogas se você consegue realmente sentir o que a música eletrônica é capaz de te passar.
O blog da Kah, aliás é esse. Ele é tão fofo quanto ela, ele é dedicado a música eletrônica, suas vertentes e mostra algumas curiosidades!
E fica aqui o meu agradecimento a ela, que mesmo sem querer, conseguiu despertar em mim a paixão por música eletrônica novamente. Sim, sou nostálgica quanto a este assunto, ainda amo o cd Áudio Arcihtecture do Dj Marky, e não canso de ouvir Hide U e Champion Sound.